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499 resultados

O cangaceiro na França: do Festival de Cannes ao lançamento nas salas de cinema.

Autoria
Belisa Figueiró
Ano
2024
Fonte
GALÁXIA (SÃO PAULO. ONLINE)
Instituição
UFSCar

Este artigo examina a passagem do filme O cangaceiro, de Lima Barreto, nas salas de cinema da França, cujo circuito exibidor se estendeu regularmente por oito anos (1953-1960) e ainda contou com sessões esporádicas entre 1961 e 1982, somando mais de 1,7 milhão de espectadores, feito inédito para um filme brasileiro até os dias de hoje. Para isso, será analisado o papel da distribuidora norte-americana Columbia Pictures, assim como os reflexos da exibição e premiação do filme no Festival de Cannes de 1953. A pesquisa apresenta e destrincha dados estatísticos históricos e inéditos obtidos no Centre National du Cinéma et de l’Image Animée (CNC) e também avalia a recepção da crítica francesa em textos consultados nos periódicos da Bibliothèque Nationale de France (BnF) e da Cinémathèque Française.

O cinema documentário e o golpe: estética, gênero e tecnologia (em: XXVI Encontro da SOCINE)

Autoria
Daniel Velasco Leão
Ano
2024
Fonte
SOCINE
Instituição
UFCS

Ao contrário dos eventos políticos dos anos 90, a eleição de Lula, o golpe sofrido por Dilma Rousseff e o governo de Jair Bolsonaro foram tematizados em filmes documentários contemporâneos a estes eventos. Buscamos investigar os fatores que possibilitaram e explicam essa mudança e formular asserções a respeito da estética e modo de produção do cinema documentário contemporâneo a partir do numeroso conjunto de filmes que os aborda.

Observação e pensamento: montagens realizadas por mulheres no documentário brasileiro contemporâneo

Autoria
Daniel Velasco Leão
Ano
2024
Fonte
Cinema & Território
Instituição
PPGLIT; UFSC; CNPq

A derrubada de Dilma Rousseff levou à realização de um número inusual de filmes. Parte considerável desses foi dirigido e editado por mulheres — Karen Akerman (O Processo de Maria Ramos, 2017), Karen Harley (Democracia em Vertigem de Petra Costa, 2019), Vânia Debs e Anna Muylaert (em Alvorada de Muylaert e Politi, 2020) e Paula Fabiana (2016) também diretora de Filme Manifesto. Analisaremos as operações de montagem predominantes nesses filmes, observando suas especificidades e traços estilísticos. O processo cria a sensação de observação exaustiva e a pontual contraposição com o entorno do congresso; Democracia em Vertigem realiza uma montagem não-linear marcada por elipses motivadas pelas memórias da diretora e pela trama antidemocrática, numa complexa articulação de imagens e sons, que visam o engajamento e a criação de significado à maneira dos soviéticos; Alvorada busca o cotidiano da residência de Dilma em uma linha narrativa que progressivamente ressalta o afastamento da presidenta); Filme manifesto articula, de forma linear, as manifestações até o afastamento de Dilma, contrapondo-as e situando-as a partir de material de arquivo. Abordaremos ainda o filme Sementes – mulheres pretas no poder de Éthel Oliveira e Júlia Mariano (editado por Mariana Penedo) realizado em 2020 [...].

Panorama da Economia do Audiovisual no Brasil: por um Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável (livro: Economia e Política do Audiovisual).

Autoria
Alessandra Meleiro / Arthur Fiel. (Org.).
Ano
2024
Fonte
PROEX/ UFES

Petra Costa em seus filmes: encenações, subjetividades e ruas de mão dupla.

Autoria
Daniel Velasco Leão
Ano
2024
Fonte
Revista 2i
Instituição
CNPq/UFSC

Entre 2009 e 2019, Petra Costa dirigiu quatro filmes: Olhos de ressaca (2009), Elena (2012), O olmo e a gaivota (2014) e Democracia em vertigem (2019). Todos eles são atravessados por questões familiares, representações de gênero, singulares formas de expressar sua subjetividade e pela progressiva e distinta participação nas obras como personagem. Este artigo busca descrever os principais procedimentos utilizados nestas obras, destacando as similaridades e transformações, refletindo sobre o papel da subjetividade no cinema documentário – como contingência incontornável, como aspecto elevado à sua máxima potência e como procedimento dramático e narrativo passível de dar coesões simplificadoras a narrativas, o que, eventualmente, pode levar a um empobrecimento da complexidade da realidade retratada.

Reimaginar políticas públicas para o cinema e o audiovisual em 2023: velhas disputas e novos olhares. (em: Anais do XII Seminário Internacional de Políticas Culturais.)

Autoria
Lia Bahia
Ano
2024
Fonte
Casa Rui Barbosa
Instituição
UFF

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva abre possibilidade para reinvenção de políticas públicas. No campo do cinema e do audiovisual há novos discursos e práticas que parecem tensionar tradições históricas e indicar novos olhares para futuros. O Fórum de Tiradentes reuniu trabalhadores do setor para elaborar diagnósticos e recomendações de novos gestos de políticas públicas para o cinema e audiovisual no Brasil. Ali emergiram apontamentos ainda pouco pesquisados e valorizados dentro dos estudos de cinema. Este artigo destaca três lacunas transversais e complementares para pensar uma nova cultura política para o setor: a ideia de processo; a produção de informações e construção de indicadores e a iminente regulação do vídeo sob demanda. Essa tríade faz parte de um campo complexo que está em constante movimento e requer (re)construção de políticas públicas.

A denúncia social através da ficção no cinema de Adélia Sampaio: Amor maldito. (em: XVI Encontro de Iniciação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá)

Autoria
Belisa Figueiró
Ano
2023
Fonte
XVI Encontro de Iniciação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá
Instituição
CBM

Este artigo examina o cinema de denúncia de filmes ficcionais a partir de uma análise do longametragem Amor maldito (1984), dirigido por Adélia Sampaio, e seu impacto. Para entendermos a importância dessas obras audiovisuais como denúncia social, busca-se compreender a artista e a obra através de uma pesquisa qualitativa, analisando o contexto histórico-social, biografia, produção, e o cinema de denúncia e o “autor cinematográfico”.

A experiência norte-americana com subvenção direta à inovação em pequenas empresas: o Programa Small Business Innovation Research (SBIR). (em: VII Encontro Nacional de Economia Industrial e Inovação - ENEI)

Autoria
Marcelo Silva Pinho; Ana Torkomian; Debora Regina Taño; Pedro Peverari Di Lallo
Ano
2023
Fonte
ENEI

Criado em 1982, o SBIR é considerado por fontes oficiais e especialistas do meio acadêmico o principal programa de apoio à inovação em pequenas empresas dos EUA. Seus números impressionam: até 2021, US$ 81 bilhões foram empregados para apoiar cerca de 195 mil projetos. As evidências de resultados importantes induziram vários países a mimetizar a experiência do SBIR. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é revisar a extensa literatura sobre o programa, reconstituindo sua trajetória e recuperando as avaliações que foram realizadas sobre ele. Metodologicamente, o trabalho se assenta num levantamento sistemático da literatura, o qual não conseguiu identificar nenhum outro artigo sobre o SBIR com a abrangência e atualidade do ora apresentado. Além de traçar um quadro detalhado das características e da evolução do SBIR, o artigo aborda as avaliações sobre seu desempenho, tanto as mais gerais, demandadas pelo congresso norte-americano, quanto as provenientes de estudos acadêmicos, usualmente direcionadas a aspectos específicos do programa. Entre as conclusões da pesquisa, destacam-se: a ampla diversidade interna de um programa executado de forma descentralizada por 11 diferentes agências governamentais, das quais algumas mobilizam o poder de compra governamental para reforçar sua operação; a progressiva evolução institucional do SBIR, com ampliação dos recursos destinados ao programa, mas também esforço crescente para aprimorar seus efeitos em termos de comercialização de tecnologia; a existência de pontos controversos em sua execução, como o apoio recorrente a um conjunto de empresas que não apresentam desempenho inovativo expressivo; e o claro predomínio das avaliações positivas sobre os efeitos do programa.

A mudança do perfil do jornalista correspondente internacional: presença feminina na profissão.

Autoria
Belisa Figueiró; Maria Eduarda Cubas
Ano
2023
Fonte
Transições
Instituição
CBM

Este artigo analisa a atuação dos jornalistas correspondentes internacionais, com foco na atividade exercida pelas mulheres nesse cargo, e como a presença feminina cresceu nos últimos anos. Como método, aplica a pesquisa exploratória com base em revisão bibliográfica, pesquisa de campo quantitativa e entrevistas. A revisão bibliográfica foi usada como base teórica para explicar os seguintes conceitos: o que é o jornalismo internacional, origem, quais as atribuições do profissional e como se difere da cobertura feita pelas agências de notícias internacionais pelos jornalistas brasileiros. Para agregar informações contemporâneas com a realidade da atuação dos profissionais, foram realizadas entrevistas, com foco no exercício da mulher, para entender e explicar como é o dia a dia delas, algumas das experiências que já passaram e a percepção das profissionais sobre o aumento de mulheres ocupando o cargo de correspondentes internacionais. Já a pesquisa de campo quantitativa teve como objetivo validar, em números e dados, a forte presença feminina na profissão. O levantamento foi realizado utilizando a plataforma LinkedIn, nos perfis das principais emissoras nacionais. Por meio deste estudo, foi possível examinar como é a atuação do jornalista correspondente internacional e verificar como cresceu o número de mulheres que hoje ocupam o cargo de correspondente internacional.

Antônio Pitanga e a representatividade do negro no Festival de Cannes (1963 e 1984). (em: XVI Encontro de Iniciação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá)

Autoria
Belisa Figueiró
Ano
2023
Fonte
XVI Encontro de Iniciação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá
Instituição
CBM

Este artigo analisa a representação negra nos filmes brasileiros e tem como foco o ator Antônio Pitanga. São analisados os longas-metragens Ganga Zumba (1963) e Quilombo (1984), ambos dirigidos por Cacá Diegues, e que foram exibidos no Festival de Cannes. Para isso, utiliza-se o método histórico e a pesquisa em fontes primárias, verificando também a repercussão dos filmes na imprensa.

Cannes 1964: marco do engajamento dos críticos franceses ao Cinema Novo.

Autoria
Belisa Figueiró
Ano
2023
Fonte
Significação - Revista de Cultura Audiovisual
Instituição
UFSCar

Este artigo examina como o Festival de Cannes de 1964 foi decisivo para que a crítica francesa começasse a reverenciar o Cinema Novo em um momento em que algumas publicações, especialmente a Cahiers du Cinéma, passavam por uma reformulação político-ideológica. Por meio de uma análise histórica sobre a chegada dos cinemanovistas à Cannes, da avaliação dos jornais e revistas publicados durante o festival – encontrados nos arquivos da Cinemateca Francesa –, e de uma entrevista com a crítica Sylvie Pierre, foi possível verificar que Cannes 1964 marcou o início de um alinhamento entre os franceses e os cinemanovistas, e quais eram os interesses que estavam em jogo em cada um dos lados.

Caracterização dos unicórnios brasileiros. (em: VII Encontro Nacional de Economia Industrial e Inovação - ENEI)

Autoria
Marcelo Silva Pinho; Ana Torkomian; Debora Regina Taño; Pedro Peverari Di Lallo
Ano
2023
Fonte
ENEI

A formação dos chamados unicórnios, jovens empresas que atingem um valor de mercado de pelo menos US$ 1 bilhão antes de abrir seu capital em bolsas de valores ou serem adquiridas, tem sido usada como indicador de sucesso de iniciativas empreendedoras intensivas em conhecimento. Desafiando a visão convencional sobre as dificuldades do empreendedorismo tecnológico no Brasil, um levantamento feito em maio de 2022 identificou um contingente de unicórnios no País que rivaliza com o encontrado em economias maiores e capacidades tecnocientíficas mais robustas. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é caracterizar os unicórnios brasileiros em múltiplas dimensões: perfil dos empreendedores, inserção de mercado, estratégia competitiva, esforço e competências tecnológicas, acesso a financiamento etc. Para tanto, a pesquisa mobilizou informações provenientes de fontes públicas – principalmente os próprios sites da empresa e a mídia econômico-financeira – e de uma pesquisa de campo. Entre as conclusões, sobressai de início a avaliação de que os unicórnios brasileiros não são nem de longe um mero produto da especulação financeira. Além de impressionantes taxas de crescimento, as 18 empresas estudadas ocupam um espaço econômico que já é relevante, empregando diretamente 42 mil pessoas ao final de 2021. Por outro lado, há evidências de um esforço tecnológico frequentemente agressivo, ainda que quase todas essas empresas se posicionem como seguidoras nas respectivas dinâmicas tecnológicas setoriais. Por fim, no que toca à inserção de mercado, a conclusão mais saliente é a importância da orientação a um mercado promissor e de larga extensão.

Cinema de terror brasileiro nos festivais: O caso da dupla de cineastas Juliana Rojas e Marco Dutra. (em: XVI Encontro de Iniciação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá)

Autoria
Belisa Figueiró
Ano
2023
Fonte
XVI Encontro de Iniciação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá
Instituição
CBM

Este artigo examina o cinema de terror brasileiro, com foco no estudo de caso da dupla de diretores Juliana Rojas e Marco Dutra, que entre vários projetos realizaram o longa-metragem As boas maneiras. O filme é uma coprodução entre o Brasil e a França, e é fruto da aproximação dos cineastas com o Festival de Cannes. Nesse sentido, busca abordar o cinema de horror e suas especificidades, bem como o desempenho dos filmes nos festivais.

Cinema Novo no Festival de Cannes (1963-1964): Tecnologia e o Padrão de Qualidade. (livro: Qual interdisciplinaridade está em jogo? Debates sobre processos comunicacionais e educativos.)

Autoria
Belisa Figueiró
Ano
2023
Fonte
Pontes Editores

Os estudos CTS têm demonstrado ao longo das últimas décadas que o conhecimento científico não é neutro. Tampouco a interdisciplinaridade é neutra. É necessário desenvolver um olhar crítico também para a agenda de estudos interdisciplinares de modo a construir um panorama de pesquisa que inclua grupos sociais oprimidos e demandas coletivas relacionadas com eles. A proposta da presente obra consiste em sistematizar um conjunto de reflexões que espelham algumas das principais contribuições do debate que vem sendo constituído junto à Esocite.br. Não se trata de esgotar a questão, mas sim de mostrar a complexidade do tema da interdisciplinaridade e as múltiplas perspectivas que estão em jogo. Todos os autores do livro ajudaram a construir essa perspectiva de olhares sobre a interdisciplinaridade.

Divisões e confrontos do campo cinematográfico brasileiro em tempos de Ancine (2006-2017).

Autoria
Arthur Autran Franco de Sá Neto
Ano
2023
Fonte
Rebeca
Instituição
UFSCar

Oartigopropõe um mapeamento das divisões do meiocinematográfico brasileiro entre2006 e 2017, a partir de pressupostos teóricos ligados ao pensamento de Pierre Bourdieu, com destaque para o conceito de campo. Operíodo foi de intensa atuação da Agência Nacional de Cinema(Ancine)–cujo diretor-presidente era Manoel Rangel -,o que resultou emforte crescimento da produção de filmes no país, bem como na incorporação àatividade de grupos sociais antes pouco ou nada representados. Partindo de um recorte que privilegia diretores e diretoras de longa-metragem, busca-se compreender a lógica que regeu os conflitos do campo cinematográfico. A hipótesede trabalhopropostaé que o campo se dividiu no período em quatro grupos: a) Cinema Comercial; b) Cinema de Autor;c) Cinema de Vanguarda; d) Cinema de Lutas Identitárias. Os conflitos entre os grupos têm por fim tanto objetivos simbólicos, ligados ao reconhecimento no interior do próprio campo e fora dele, como também objetivos políticos,ligados à manutenção ou à ampliação das condições de produção, em especial pela influência junto ao aparato estatal –dado que o cinema brasileiro,no seu conjunto,é extremamente dependente do Estado.

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