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Petra Costa em seus filmes: encenações, subjetividades e ruas de mão dupla.

Entre 2009 e 2019, Petra Costa dirigiu quatro filmes: Olhos de ressaca (2009), Elena (2012), O olmo e a gaivota (2014) e Democracia em vertigem (2019). Todos eles são atravessados por questões familiares, representações de gênero, singulares formas de expressar sua subjetividade e pela progressiva e distinta participação nas obras como personagem. Este artigo busca descrever os principais procedimentos utilizados nestas obras, destacando as similaridades e transformações, refletindo sobre o papel da subjetividade no cinema documentário – como contingência incontornável, como aspecto elevado à sua máxima potência e como procedimento dramático e narrativo passível de dar coesões simplificadoras a narrativas, o que, eventualmente, pode levar a um empobrecimento da complexidade da realidade retratada.

Autoria
Daniel Velasco Leão
Instituição
CNPq/UFSC
Ano
2024
Fonte
Revista 2i