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Acervo acadêmico

Busque publicações acadêmicas sobre economia e política do audiovisual

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Resultados

499 resultados

(Des)conexões possíveis.

Autoria
Sheila Schvarzman; Lia Bahia Cesario
Ano
2026
Fonte
Rebeca
Instituição
UAM; UFF

O anúncio de um novo filme da produtora Filmes de Plástico em parceria com a Netflix (Carneiro, 2024), em meio ao debate sobre a regulação do vídeo sob demanda (VOD) no Brasil, gerou surpresa e questionamentos. À primeira vista, as trajetórias da produtora cinematográfica mineira e da plataforma multinacional parecem divergentes. Este trabalho analisa o significado desse encontro, que explicita o projeto político da Netflix ao buscar se afirmar como agente relevante para o audiovisual e a cultura brasileira — estratégia já aplicada em outros países para conter demandas por regulação e garantir sua posição hegemônica. A análise se desenvolve em duas frentes. De um lado, examina a trajetória de 15 anos da Filmes de Plástico marcada por obras de forte enraizamento local e reconhecimento internacional. De outro, investiga o interesse da Netflix nessa associação e os possíveis caminhos para o cinema brasileiro, que combinam oportunidades de visibilidade e circulação com riscos de subordinação às lógicas de mercado e de fragilização da autonomia cultural. Tomando como referencial os estudos de Fernandes e Albornoz (2023) sobre a atuação da Netflix na Espanha e no México, bem como análises do papel das plataformas no audiovisual mundial, com Dal Young Jin (2013, 2023), o trabalho discute como a parceria pode funcionar como parte das estratégias de cooptação, com repercussões para as políticas públicas e para a dinâmica contemporânea do cinema brasileiro. Em última instância, indaga-se se tal colaboração não antecipa um redesenho do audiovisual nacional sob a lógica das plataformas globais.

A "mãe" dos pobres: uma reportagem sobre Darcy Vargas no Cine Jornal Brasileiro (livro: Filmes na História)

Autoria
Arthur Autran Franco de Sá Neto
Ano
2026
Fonte
Lutas Anticapital

Esta coletânea reúne doze pesquisas originais de brasileiros e estrangeiros latino-americanos vinculados a universidades brasileiras. Os capítulos, dez escritos em português e dois em espanhol, analisam filmes de ficção, documentários e cinejornais, produzidos entre as diferentes décadas, abordando temas como a construção de heróis fundadores no cinema norte-americano, o papel do cinejornal como propaganda de Estado no Brasil getulista, o cinema documental peruano como contra-arquivo do velasquismo, a memória da prisão política e da luta pela anistia, as estruturas coloniais de saúde no cinema africano, as representações de gênero e raça no cinema novo brasileiro e na cinematografia argentina, o gênero horror como veículo de memória política, e o uso pedagógico do cinema no ensino de história ambiental.

A produção e a difusão do Cine Jornal Informativo (1946-1950).

Autoria
Arthur Autran Franco de Sá Neto
Ano
2026
Fonte
Contemporanea – Revista de Comunicação e Cultura
Instituição
UFSCar

Este artigo descreve e analisa elementos da produção, da distribuição e, principalmente, da exibição em salas de cinema comerciais do Cine Jornal Informativo no período de 1946 a 1950, ou seja, durante a presidência de Eurico Gaspar Dutra. Esse cinemajornal foi produzido pela Agência Nacional, Órgão do Ministério da Justiça e Negócios Interiores e visava divulgar e propagandear atos do governo federal, com destaque para o presidente da República. A pesquisa apresentou nomes de profissionais que trabalharam na produção do cinema, assim como informações sobre sua distribuição e exibição nas cidades de São Paulo, São Luís, Florianópolis e Manaus. O levantamento sobre a circulação do Cine Jornal Informativo permite indicar que o público atingido era o de corte popular nas grandes metrópoles e mais amplo em termos sociais nas capitais com menor população.

Contribuições de pesquisadores do audiovisual brasileiro pela regulação do VOD no Brasil.

Autoria
Lia Bahia; Marina Rossato Fernandes; Sheila Schvarzman; Arthur Autran; Bruno Casalotti; Tunico Amancio; Thiago Siqueira Venanzoni; Daniele Canedo; João Luiz Vieira; Rafael de Luna; Pedro Butcher; Pedro Tinen; Manuela Costa; Pedro Curi; Hadija Chalupe; Debora Taño; Juliana Costa
Ano
2026
Fonte
Rebeca

Este texto é fruto de um trabalho coletivo de acadêmicos da área do cinema e do audiovisual que pesquisam, ensinam e formam novos profissionais em cursos de graduação e pós-graduação em universidades brasileiras e estrangeiras. Integram este documento, pesquisadores e pesquisadoras que fazem parte do Grupo de Pesquisa CNPQ “Impactos do Streaming no Audiovisual Brasileiro” e do Seminário Temático da Sociedade Brasileira de Estudos do Cinema e do Audiovisual (Socine), “Políticas, economias e culturas do cinema e do audiovisual no Brasil”, com publicações e reflexões reconhecidas, além de outros, também preocupados com a limitação dos pontos em questão, a ausência de critérios e diagnósticos confiáveis, justificativas e fundamentação em dados e no conhecimento sobre o contexto latino americano do debate que tem se instalado. Nossa intenção é fomentar um debate conceitual e político permanente, que não se esgote com a regulamentação do VOD. Acreditamos ser uma discussão viva e perene, aberta a avaliações e revisões contínuas.

Inteligência de mercado no setor de games independentes.

Autoria
Alessandra Meleiro; Beatriz Zeraik.
Ano
2026
Fonte
Revista GEMInIS
Instituição
UFSCar

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de mercado realizada com dados da Plataforma Steam sobre o segmento de games independentes, tendo como fato gerador a obtenção de subsídios mercadológicos para a criação e desenvolvimento de uma nova propriedade intelectual. A sistematização e análise das informações sobre os jogos lançados mundialmente entre agosto e setembro de 2023 na Plataforma Steam forneceu insights fundamentais para a tomada de decisões estratégicas, ao evidenciar as necessidades, preferências, tendências e padrões de consumo do público de jogos independentes, fornecendo parâmetros fundamentais para o desenvolvimento de produtos, marketing e posicionamento de uma nova propriedade intelectual no setor de games independentes.

Internacionalização do cinema brasileiro (2005-2025): das políticas públicas aos festivais e premiações. (livro: Políticas públicas e diversidade cultural no Brasil contemporâneo.)

Autoria
Belisa Figueiró
Ano
2026
Fonte
Bestiário; Editora Feevale

O livro resulta do encontro entre a Lei Paulo Gustavo, criada para enfrentar os impactos da pandemia no setor cultural, e a necessidade de refletir sobre o futuro da cultura brasileira, destacando o papel da Universidade Feevale na execução dos editais no Rio Grande do Sul e na transformação da política pública em prática concreta nos territórios. A obra analisa esse contexto, evidenciando tanto fragilidades quanto a capacidade de articulação e reinvenção do campo cultural, além de reforçar debates sobre descentralização, equidade e diversidade. Parte da compreensão de que políticas públicas carregam disputas simbólicas e impactam diretamente a produção cultural, o livro discute o papel do Estado na construção de ecossistemas criativos mais justos, valorizando territórios, identidades e a inclusão de grupos historicamente marginalizados. Também aborda o audiovisual como setor estratégico, atravessado por desafios e potencialidades, e propõe uma reflexão crítica sobre cultura como direito, como dimensão política e como elemento central da vida social. Mais do que registro acadêmico, a obra busca contribuir para o aprimoramento das políticas culturais e estimular o debate sobre cultura, democracia e futuro no Brasil.

O anticomunismo e as massas no Cine Jornal Informativo.

Autoria
Arthur Autran Franco de Sá Neto
Ano
2026
Fonte
REVISTA USP
Instituição
UFSCar

A presidência de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) foi marcada pela repressão à esquerda, em especial à sua principal organização política, o PCB (Partido Comunista Brasileiro). Este artigo descreve, contextualiza e analisa duas reportagens veiculadas pelo Cine Jornal Informativo (CJI) que expressam o forte anticomunismo do período. O CJI era um órgão de divulgação do governo federal com foco principal em diversos tipos de manifestações envolvendo o presidente da República, seus ministros e principais aliados políticos: inaugurações, comícios, reuniões, viagens etc. As duas reportagens abordadas são exemplos na produção cinematográfica da busca do governo Dutra em demonstrar o apoio popular à sua política anticomunista.

Onde estão as pessoas que trabalham?

Autoria
Debora Regina Taño
Ano
2026
Fonte
Rebeca
Instituição
UFRJ

Partindo da intenção de entender o audiovisual brasileiro por meio de quem trabalha no setor, o presente estudo faz um levantamento inicial dos dados oficiais disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre trabalho no país no ano base de 2022. Combinado aos dados, apresenta-se uma contextualização sobre estruturas produtivas baseadas em redes e projetos, que tendem a contratos temporários e constante adaptação e renovação das trocas e das pessoas envolvidas, de acordo com as especialidades das funções e trabalhos envolvidos, fatores típicos nos setores criativos. Com recortes pelas atividades econômicas (CNAE) vinculadas ao setor, tem-se um mapeamento da situação da produção, distribuição e exibição cinematográficas, assim como das emissoras, programadoras e operadoras de televisão por meio dos dados de empresas, pessoal ocupado, assalariados e microempreendedores individuais. Como resultado, o estudo confirma o que pesquisas recentes e o conhecimento empírico apontam sobre o predomínio da “pejotização” em um setor que possui muito poucos empregos, sendo na grande maioria trabalhos que demandam da pessoa trabalhadora a autogestão e o empreendimento de si mesmo. Por fim, abrem-se questionamentos sobre possibilidades de cuidado e garantia de direitos por parte das políticas públicas culturais e dos demais atores envolvidos.

Perspectivas históricas e novos olhares para o FSA.

Autoria
Lia Bahia; Felipe Lopes
Ano
2026
Fonte
A Barca
Instituição
UFF; ESPM

O cinema brasileiro está inscrito em um processo de continuidades e rupturas políticas, econômicas, simbólicas e sociais. Há um histórico pela busca da industrialização em quase todas as políticas institucionais para o setor no Brasil, com foco na produção. O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) está inserido dentro de um projeto socioeconômico de país e de um novo conceito de cultura e política cultural. O FSA foi uma conquista política para o setor, disponibilizando um volume de recurso para projetos audiovisuais até então inéditos e ampliação do direito de fazer cinema no Brasil. Desta forma, a criação de um fundo setorial para o audiovisual faz parte de um “semi-reformismo” e provocou rasuras e deslocamentos importantes nas imagens, sons, narrativas, imaginários e disputas sobre a direcionalidade da política pública para o cinema; , mas também perpetuou o foco em um certo modelo de industrialização. Este artigo irá analisar, a partir de uma perspectiva histórica, os avanços, transformações, ausências e contradições da criação do FSA e pensar criticamente os rumos, limites e possibilidades do fundo setorial a partir de novos paradigmas do cinema e audiovisual no Brasil.

Políticas públicas e imaginações políticas para o cinema brasileiro contemporâneo: continuidades, reformismos, rasuras e rupturas possíveis. (em: Tecnologias, criações e novos horizontes das artes e do audiovisual.).

Autoria
Lia Bahia
Ano
2026
Fonte
Bestiário

A institucionalização do audiovisual brasileiro está intrinsecamente ligada às negociações entre diferentes projetos políticos do país. As dinâmicas que moldam o campo do cinema no Brasil se constroem na interseção entre as políticas públicas e a ética e estética das imagens. Este artigo investiga as transformações nas políticas públicas voltadas ao cinema nacional entre 2003 e 2016, considerando suas incidências sobre os movimentos democráticos - discursos e práticas - com o objetivo de refletir criticamente sobre o presente e apontar novas imaginações políticas.

Políticas Públicas para o Audiovisual e o Cinema Expandido no Brasil: A Urgência de uma Visão Abrangente para o Futuro do Setor XR (livro: 4º Fórum de Tiradentes: Encontros pelo Audiovisual Brasileiro).

Autoria
Alessandra Meleiro; Alexandre Muniz / Raquel Hallak D´Angelo; Debora Ivanov. (Org.)
Ano
2026
Fonte
Universo Produção

Políticas Públicas para o Audiovisual e o Cinema Expandido no Brasil: A Urgência de uma Visão Abrangente para o Futuro do Setor XR (livro: Tecnologias, criações e novos horizontes das artes e do audiovisual).

Autoria
Alessandra Meleiro; Alexandre Muniz / Daniel Conte; Marta Rosecler Bez; Mauricio Barth; Vanessa Amalia Dalpizol Valiati. (Org.).
Ano
2026
Fonte
Bestiario

O artigo discute as políticas públicas para o audiovisual no Brasil nas últimas três décadas, enfatizando a necessidade de uma abordagem sistêmica para o financiamento e regulação do cinema expandido e das tecnologias de realidade estendida (XR), enfocando os desafios significativos enfrentados pelos atuais marcos regulatórios no que tange às especificidades do setor XR. Por fim, traça recomendações para o letramento imersivo dos agentes do setor, como forma a reconhecer o audiovisual como um campo diversificado, e para alinhamento das políticas públicas às práticas artísticas e industriais contemporâneas.

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