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Onde estão as pessoas que trabalham?

Partindo da intenção de entender o audiovisual brasileiro por meio de quem trabalha no setor, o presente estudo faz um levantamento inicial dos dados oficiais disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre trabalho no país no ano base de 2022. Combinado aos dados, apresenta-se uma contextualização sobre estruturas produtivas baseadas em redes e projetos, que tendem a contratos temporários e constante adaptação e renovação das trocas e das pessoas envolvidas, de acordo com as especialidades das funções e trabalhos envolvidos, fatores típicos nos setores criativos. Com recortes pelas atividades econômicas (CNAE) vinculadas ao setor, tem-se um mapeamento da situação da produção, distribuição e exibição cinematográficas, assim como das emissoras, programadoras e operadoras de televisão por meio dos dados de empresas, pessoal ocupado, assalariados e microempreendedores individuais. Como resultado, o estudo confirma o que pesquisas recentes e o conhecimento empírico apontam sobre o predomínio da “pejotização” em um setor que possui muito poucos empregos, sendo na grande maioria trabalhos que demandam da pessoa trabalhadora a autogestão e o empreendimento de si mesmo. Por fim, abrem-se questionamentos sobre possibilidades de cuidado e garantia de direitos por parte das políticas públicas culturais e dos demais atores envolvidos.

Autoria
Debora Regina Taño
Instituição
UFRJ
Ano
2026
Fonte
Rebeca