Pular para o conteúdo

O fragilíssimo documentário brasileiro contemporâneo.

Partimos de uma afirmação de João Moreira Salles sobre o cinema de Eduardo Coutinho dedicar-se a um conjunto de histórias fragilíssimas para abordar, sob esse viés, o cinema documentário brasileiro contemporâneo. Será uma investigação sobre essa forma particular de fazer cinema — depois das grandes narrativas que o marcaram no século XX — a partir da fragilidade. Consideraremos o cinema de conversas de Coutinho, sua atenção à fragilidade do que é dito por quem não costuma ser escutado; o cinema ensaístico de Moreira Salles, especialmente em Santiago, que envolve uma sensível reflexão sobre a memória, o tempo e as formas de permanência e transformações incorporadas às imagens; e, por fim, a respeito dos dispositivos e das práticas de apropriação de imagens vernaculares de pessoas comuns como material bruto, refletindo a respeito de suas precariedades e do que revelam quando postos em narrativa.

Autoria
Daniel Velasco Leão
Instituição
UDESC
Ano
2022
Fonte
Revista Dobra