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Divisões e confrontos do campo cinematográfico brasileiro em tempos de Ancine (2006-2017).

Oartigopropõe um mapeamento das divisões do meiocinematográfico brasileiro entre2006 e 2017, a partir de pressupostos teóricos ligados ao pensamento de Pierre Bourdieu, com destaque para o conceito de campo. Operíodo foi de intensa atuação da Agência Nacional de Cinema(Ancine)–cujo diretor-presidente era Manoel Rangel -,o que resultou emforte crescimento da produção de filmes no país, bem como na incorporação àatividade de grupos sociais antes pouco ou nada representados. Partindo de um recorte que privilegia diretores e diretoras de longa-metragem, busca-se compreender a lógica que regeu os conflitos do campo cinematográfico. A hipótesede trabalhopropostaé que o campo se dividiu no período em quatro grupos: a) Cinema Comercial; b) Cinema de Autor;c) Cinema de Vanguarda; d) Cinema de Lutas Identitárias. Os conflitos entre os grupos têm por fim tanto objetivos simbólicos, ligados ao reconhecimento no interior do próprio campo e fora dele, como também objetivos políticos,ligados à manutenção ou à ampliação das condições de produção, em especial pela influência junto ao aparato estatal –dado que o cinema brasileiro,no seu conjunto,é extremamente dependente do Estado.

Autoria
Arthur Autran Franco de Sá Neto
Instituição
UFSCar
Ano
2023
Fonte
Rebeca